quarta-feira, 15 de maio de 2013

A diversidade da arte, explícita em obras várias, denota as múltiplas faces de um artista.
Num dia pinta uma tela de sonhos em cores, no outro retrata em tons de cinza a impertinência da solidão.
Por longos meses trabalha nos detalhes da escultura ideal e no fim descobre que as atenções se concentraram naquela peça simples, esculpida numa tarde pálida de outono.
Muitas vezes, com tanto talento, desperdiçam tempo e força em alcançar o inatingível, quando o perfeito está no detalhe de perceber a oportunidade e empregar o dom.

“A quietude dos lábios não significa a tranqüilidade do coração. O silêncio das palavras quase sempre indica o desespero da alma”.
Vez ou outra se percebe com mais clareza o quanto a vida é surpreendente.
Encontramos beleza na simplicidade, superação na dificuldade, vigor na debilidade. Vislumbramos com maturidade as diferenças, ousamos interagir com o novo, desejamos ser adultos mesmo quando ainda não entendemos nada sobre o que é viver!
O desconhecido nos atrai, o oposto nos incita, o complexo nos desafia. O que será que está por detrás das cortinas? Isso sim extasia!
Queremos ver o espetáculo a despeito do que está anunciado nos cartazes, desejamos nos assentar na platéia. Interagimos à medida que a vida vai sendo delineada. Permitimos que o espetáculo nos faça formadores de opinião ou nos torne deformados por ela.
Oscilamos entre risos e lágrimas, aplausos e vaias, chocolate e pipoca, e inevitávelmente continuaremos ali, assistindo até que as luzes se apaguem e as cortinas se fechem.