quarta-feira, 15 de maio de 2013

A diversidade da arte, explícita em obras várias, denota as múltiplas faces de um artista.
Num dia pinta uma tela de sonhos em cores, no outro retrata em tons de cinza a impertinência da solidão.
Por longos meses trabalha nos detalhes da escultura ideal e no fim descobre que as atenções se concentraram naquela peça simples, esculpida numa tarde pálida de outono.
Muitas vezes, com tanto talento, desperdiçam tempo e força em alcançar o inatingível, quando o perfeito está no detalhe de perceber a oportunidade e empregar o dom.

“A quietude dos lábios não significa a tranqüilidade do coração. O silêncio das palavras quase sempre indica o desespero da alma”.
Vez ou outra se percebe com mais clareza o quanto a vida é surpreendente.
Encontramos beleza na simplicidade, superação na dificuldade, vigor na debilidade. Vislumbramos com maturidade as diferenças, ousamos interagir com o novo, desejamos ser adultos mesmo quando ainda não entendemos nada sobre o que é viver!
O desconhecido nos atrai, o oposto nos incita, o complexo nos desafia. O que será que está por detrás das cortinas? Isso sim extasia!
Queremos ver o espetáculo a despeito do que está anunciado nos cartazes, desejamos nos assentar na platéia. Interagimos à medida que a vida vai sendo delineada. Permitimos que o espetáculo nos faça formadores de opinião ou nos torne deformados por ela.
Oscilamos entre risos e lágrimas, aplausos e vaias, chocolate e pipoca, e inevitávelmente continuaremos ali, assistindo até que as luzes se apaguem e as cortinas se fechem.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Apenas um comentário

Sabe o que me enojou neste segundo turno?! Eles começaram a ganhar forças com os evangélicos porque passaram a falar de religião!


Simplesmente jogaram com a população e muitos acreditam nas falsidades que eles dizem. Seus discursos são pérfidos, são como água morna no deserto, causam náuseas sem fim!

Fico pasmada quando percebo que o movimento evangélico já não sabe discernir entre a mão esquerda e a direita, são facilmente comprados por qualquer um que maqueie melhor suas posições pseudopolíticas(porque na verdade eles só querem mesmo é cuidar do dinheirinho extra e de suas gordas aposentadorias)...

É lamentável, mas esse movimento evangélico não tem o foco em Cristo faz tempo. Eles não diferem em nada do povo de Israel que se corrompia por tão pouco e se deixava levar pelas propostas dos outros povos/deuses, misturando tudo. Eles não deixavam de praticar seus ritos sagrados - como não deixamos de praticar os nossas hoje! Vamos a igreja semanalmente, levamos ofertas, levantamos as mãos ao cantar, choramos nos apelos, vamos a Escola Dominical (mesmo depois de acordar cedo a semana toda), fazemos caridade uma vez ou outra, pedimos ofertas pra construções que louvam somente denominações, um ar livre ou outro, cruzadas anunciando em rádio, tv, outdoors e afins os mega-stars do meio gospel, e acreditamos mesmo que isso é "fazer a obra"?! - porque eles acreditavam que Deus precisava deles pra receber alguma adoração ou oferta. Acreditavam que Deus recebia o pão imundo que era oferecido no altar, achavam mesmo que Deus não via o estado de putrefação dos corações adúlteros em todos os sentidos...

Deus não precisa de nada além de um coração disposto a reconhecê-lo com Senhor, pois consequentemente, Ele lhe será O Salvador. Porque ele não age em partidos políticos, age em pessoas; não age em denominações, age em indivíduos; não age em massas ou movimentos, age em gente; não age em títulos ou posições eclesiásticas, age em vidas!

É deplorável que as igrejas evangélicas de hoje estejam lotadas de crentes carismáticos e o pior de tudo, com uma nova classe de católicos no Brasil, os evangélicos não praticantes...Deprimente!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Lendo o tempo

Simplicidade, cor, perfumes, sabores...
Tudo isso se perde quando o medo nos invade...
Tudo isso se soma quando o prazer nos envolve...
Tudo isso se divide quando o egoísmo se instala...
Tudo isso se traduz quando o homem descobre a Vida!

Fragmentos...

Sou uma alma que navega na introspecção e deságua na poesia!

Insaciávelmente anseio...

Solidão é um gosto amargo, um vazio que não se preenche, uma ausência que dilacera, uma fuga que apavora, um sentir que desequilibra. A alma do homem sofre com essa tal solidão, que não se apresenta, simplesmente se instala e dá as ordens!
É um fel partilhado consigo mesmo, que corrói as entranhas de um ser ferido, desesperado pela usurpação da essência de existir. As perdas irreparáveis dos desencontros, das desilusões, das faltas, tudo isso é estaticamente observado no espaço baldio da lembrança.
São momentos de agonia, de asfixia em meio a tantas presenças ausentes, sem relevância alguma. Quanto mais obscuro é o ambiente, em maior silêncio se afunda, esquivando-se da realidade...
Na profunda angústia que aflige e consome a alma, surge uma suave voz...
De onde viria? Quem se atreveria a interromper o sombrio instante dessa solidão? Quem ousaria abrir as cortinas desse lugar de refúgio? Quem?!
Foi quando a última pergunta se misturou a um nome...O Eterno!
O impacto causado por este ecoar foi tão forte que estremeceu as bases do adormecido ser. Não se tratava de uma voz qualquer, não era só mais um nome, estava incutido em algo inexplicável, sugeria um sentir que há muito se desejou, mas que em coisa alguma se encontrou!
Como uma espada afiada, assim a voz penetrou, rasgando o peito. Dissipou a escuridão e num assustador momento de tensão a solidão, aquela que dava as ordens havia muito, desesperou-se, diminuiu, até que de repente, ao fundo, surgiu uma imagem aspergida de sangue... A cruz!
Jamais foi presenciado um instante tão singular como aquele. Bastou que os olhos se fixassem àquela imagem pra que a doce voz que ecoava se tornasse no brilho radiante da estrela da alva, acolhendo em seus braços o que restara de mim. Desde então, meu ser foi imbuído do sentir mais precioso que o homem insaciávelmente anseia, a paz.