Inspiração é quando meu pensamento voa e na tentativa de alcançá-lo, ele passa por entre os dedos e cai num pedaço de papel.
“O progresso do homem está condicionado à avaliação que faz de si mesmo, reconhecendo erros, ajustando falhas, vivenciando os resultados.” By Débora
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Se...
Ainda vou ter que entender muitas coisas...
Minha visão periférica me faz perceber erros, me aponta falhas que eu nunca deveria ter cometido. Só de observar em volta, vejo o quanto é cruel e frustrante confiar nas possibilidades... São tantos erros querendo acertar, tantos impulsos buscando atingir o alvo e aí...o projeto é falido!
Se eu pudesse prevê, se eu tivesse a capacidade de precisar os resultados... Aí sim, tudo seria tão mais simples, tão mais confortável, tão menos decepcionante...
Minha visão periférica me faz perceber erros, me aponta falhas que eu nunca deveria ter cometido. Só de observar em volta, vejo o quanto é cruel e frustrante confiar nas possibilidades... São tantos erros querendo acertar, tantos impulsos buscando atingir o alvo e aí...o projeto é falido!
Se eu pudesse prevê, se eu tivesse a capacidade de precisar os resultados... Aí sim, tudo seria tão mais simples, tão mais confortável, tão menos decepcionante...
Além
A vida é um belo cenário, dependendo do ponto de vista em que a observamos. Eu posso escolher, eu decido!
As montanhas são altas e por vezes intransponíveis, mas eu escolho ver os obstáculos que ela me oferece ou eu posso pensar que é através de seu verde que o ar é purificado, que no meio das árvores existem espécies raras, que cortando os cumes voam aves de espécies nunca catalogadas, que escondida, num simples arbusto, brota uma nascente, o inicio de um imenso rio que traz condições de sobrevivência a centenas de famílias...
As montanhas são altas e por vezes intransponíveis, mas eu escolho ver os obstáculos que ela me oferece ou eu posso pensar que é através de seu verde que o ar é purificado, que no meio das árvores existem espécies raras, que cortando os cumes voam aves de espécies nunca catalogadas, que escondida, num simples arbusto, brota uma nascente, o inicio de um imenso rio que traz condições de sobrevivência a centenas de famílias...
A profundidade de nossas inquietações a cerca da vida nos aponta o quanto somos rasos diante da complexidade de coexistir com aquilo que nos afeta...
Não distinguimos bem as situações quando somos acometidos pelas circunstâncias. Esquecemos a aplicabilidade do equilíbrio, tendemos sempre aos extremos. Frequentemente, somos coagidos a defender o lado que mais se evidencia para nós. Com isso, nos acomodamos à face mais negra dos fatos, pois, involuntáriamente, essa trará a atenção daqueles que nos cercam e em determinadas personalidades, trará para si a piedade dos outros.
Vislumbrar o melhor é um exercício penoso, porque vai contra nossa natureza. Enxergar por cima das tempestades é tarefa pra quem tem coragem, pra quem não tem medo de dispensar alguns momentos para a introspecção e para novas projeções. É para voar sobre as tempestades mais uma vez que as águias se retiram na fenda das altas penhas em uma audaciosa medida de sobrevivência. Quando suas penas já estão espessas e pesadas não lhes permitindo um vôo tranqüilo, seu bico alongado e pontiagudo direcionado contra seu próprio peito e suas garras grandes demais para deter a presa, há uma atitude decisiva: sucumbir à velhice ou lutar pra ter novamente a visão acima das tempestades. Seu refúgio é solitário. Num doloroso processo, com seu próprio bico ela arranca as penas e as garras, logo após bate com bico na pedra afim de arrancá-lo, dando lugar à esperança, projetando o vôo do renascimento.
Eu posso conceber apenas como uma atitude insensata pra continuar, mas se eu quiser posso ter um corajoso ato, ir além do que vejo.
A escolha mais significativa do ser consiste entre simplesmente existir ou audaciosamente viver!
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Fragmentos...
Os pensamentos são como borboletas. Maturam em seus casulos para desenvolverem asas e então, ganham o horizonte!
Fragmentos...
Meus pensamentos se tornam palavras à medida que a vida se condensa por meio de cada partícula que se agrupa, dia a dia...
Fragmentos
A maturidade ensina que a paixão acaba. Já o amor, nasce na convivência e cresce com o tempo.
Covas
Quanto mais os dias passam, mais me convenço de que a exposição torna-me vulnerável. E que essa vulnerabilidade me corrói aos poucos, me atinge em proporções inimagináveis.
Abre covas profundas dentro de mim e, por vezes, eu acabo caindo dentro delas, sem que ninguém perceba pra me ajudar. Nestes momentos, sou condicionada a refletir sobre como permito que isso sempre aconteça, sendo condescendente com as circunstâncias.
Raras vezes eu saio sem marcas, sem fissuras no corpo e na alma. Após o lapso de tempo em que ali estive, consigo olhar para o alto e percebo que a cova nem era tão profunda, que na verdade eu não olhei para cima, eu que me acovardei, eu que desfaleci...
A luz brilha forte e ofusca meus olhos, mas já não agüento estar ali, preciso sair, tenho um dever para com a vida!
Eu me recupero, eu sei, não foi a primeira vez, não será a última!
Na verdade, o que eu realmente preciso é me expor menos para enxergar as covas, antes de cair dentro delas mais uma vez...
Abre covas profundas dentro de mim e, por vezes, eu acabo caindo dentro delas, sem que ninguém perceba pra me ajudar. Nestes momentos, sou condicionada a refletir sobre como permito que isso sempre aconteça, sendo condescendente com as circunstâncias.
Raras vezes eu saio sem marcas, sem fissuras no corpo e na alma. Após o lapso de tempo em que ali estive, consigo olhar para o alto e percebo que a cova nem era tão profunda, que na verdade eu não olhei para cima, eu que me acovardei, eu que desfaleci...
A luz brilha forte e ofusca meus olhos, mas já não agüento estar ali, preciso sair, tenho um dever para com a vida!
Eu me recupero, eu sei, não foi a primeira vez, não será a última!
Na verdade, o que eu realmente preciso é me expor menos para enxergar as covas, antes de cair dentro delas mais uma vez...
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Estações
A existência humana é marcada pelas fases... E como entender o processo de maturação da alma?
Na verdade é um processo cíclico, sempre nos trazendo de volta, em níveis de elevada maturidade, a cada vez que por ele passamos.
Semelhantemente, na natureza, são as estações anuais, sempre apresentando suas particularidades adaptadas à região onde ocorrem, contudo, nas características gerais, acontecem da mesma forma em qualquer lugar do mundo.
A natureza humana está em constante estado de modificação.
Vivemos dias de Primavera, em que nossas esperanças despontam.
Projetamos o futuro, renovamos as forças, esquecemos a solidão.
Somos capazes de produzir novos frutos, exalar bons perfumes, expandir as cores do nosso ser, saltar os rios que atravessam nosso caminho.
Permitimos que brotem folhas novas, que amadureçam os frutos esperados.
Somos capazes de recriar o que estava mortificado, de desabrochar novas flores.
Aprofundamos um pouco mais as raízes, sustentamos novos galhos. Elas sugarão da terra uma quantidade maior de nutrientes para mantê-los firmes.
Sentimos o sol irradiar a beleza de seus raios a cada novo amanhecer...
Os dias tornam-se mais longos, mais vibrantes e quando menos percebemos...O Verão aparece. Majestoso, esplêndido!
Com as folhas firmes e os frutos desenvolvidos, desejamos que sejam apreciados.
Esta estação revela o melhor que temos em nós. É nela que expandimos nossos horizontes, que vivemos intensamente.
Alcançamos o cume das montanhas, transpomos as mais longas distâncias, somos desafiados e vencemos sem medo, sem cansaço.
Realizamos sonhos e projetos, antes inatingíveis. O vigor se renova, dia a dia.
Os períodos de chuva são habituais, mas passageiros, não impedem que as estrelas reapareçam abrilhantando a noite, nem acinzentam o céu pela manhã, pois o sol brilha imponente!
Mas o tempo continua correndo e a vida vai se transformando... Vai se tornando mais instável, ora chuva, ora sol. O Outono vem chegando disfarçadamente.
Sua discreta aparição é denotada pelas gradativas mudanças. A coloração das folhas começa a mudar, o aspecto dos nossos sonhos passa a ficar um tanto embaçado.
Vamos percebendo que os frutos já são poucos, que as folhas estão caindo...
Somos desafiados a encarar noites cinzentas, de pouco esplendor.
As montanhas já estão quase inacessíveis, uma simples caminhada já causa fadiga.
O ar está menos úmido, o trabalho já não é satisfatório e produtivo.
Tendemos a alternar momentos de expansibilidade e introspecção.
Os dias parecem estar mais curtos e as noites cada vez mais longas e então... O Inverno surge. A predominância do frio e da chuva fina e constante nos afeta.
Todas as mudanças que passamos nos remetem à sensação de impermanência.
A necessidade de segurança e tranqüilidade é inerente ao homem.
O clima incerto, os dias sem perspectiva, a vontade de não ter vontade. O recolhimento dos desejos, a introspecção como dever, a solidão como companheira. Os quartos escuros que só abrem portas aos porões desabitados da alma. Tudo isso se torna perceptível nas noites de inverno e permanecem ali na solidão das gélidas manhãs.
Contudo, a maturação da alma está em acontecendo, buscando atingir novos patamares.
E já conseguimos sentir a brisa mais amena, as nuvens são cuidadosamente espalhadas. Percebemos a sutileza do verde que retorna às árvores, o canto suave dos pássaros, o ritmo marcante das águas.
Olhamos em volta, percebemos existir um novo horizonte...
Se refletirmos, descobriremos que estamos mais fortalecidos, que o tronco aumentou seu diâmetro, que as raízes estão mais profundas.
A esperança de dias de Primavera ressurge como os novos ramos. Deixamos para trás a frieza do Inverno, mas trazemos conosco as experiências dos momentos introspectivos, que nos fizeram enxergar o quanto somos frágeis, mas também o quanto podemos crescer em meio ao silêncio e reflexão.
É com um diâmetro maior no tronco de nossa alma e com raízes mais profundas fixadas na terra das emoções que iniciamos mais um ciclo da nossa existência, mais uma etapa desse grande projeto chamado Vida!
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
É verdade o que dizem sobre mim?
Não sou tão ingênua como alguns pensam
Não sou tão boba como me julgam
Não sou tão boazinha como me pintam
Às vezes faço coisas de caso pensado!
Às vezes reajo negativamente, contrariando as expectativas
Mas sempre reflito sobre minhas atitudes e isso me torna passiva às criticas, dúvidas, desapontamentos, contudo nunca vai me descaracterizar como um ser humano, pois é isso que sou!
Estou aprendendo a condensar minhas lágrimas em palavras. Estas são a expressão mais fidedigna de uma alma que pranteia pela ausência de você. Há como fugir das vicissitudes desta vida?
Não, se nos decidimos por viver com todos os seus riscos. Sim, se quisermos lamentar pela possibilidade não arriscada, se preferirmos à morte enquanto sobrevivemos.
Estou convencida de que ainda vou me ferir com espinhos, só pra ver de perto a beleza de uma rosa, e vou me convencer de que a vida vale a pena, mesmo que minhas lágrimas estejam em cada palavra deste poema.
Habilidades
Eu gostaria de ter a habilidade de pintar uma tela, de transmitir através das cores as imagens que permeiam meus pensamentos depois que olhei melhor pra você...
Eu queria ter a habilidade de compor canções que expressassem o contentamento da minha alma depois que você tornou-se parte fiel do meu dia...Eu queria ter a habilidade de expor, com a precisão de um arquiteto, as dimensões exatas que você ocupa dentro de mim...
Eu queria retratar no físico, com a criatividade de um escultor, a felicidade impressa por sua doce presença...
Eu queria ter a serenidade dos poetas pra rabiscar no papel a profundidade do que sinto com a simplicidade de existir, só pra viver com você...
Eu queria ter a habilidade de compor canções que expressassem o contentamento da minha alma depois que você tornou-se parte fiel do meu dia...Eu queria retratar no físico, com a criatividade de um escultor, a felicidade impressa por sua doce presença...
Eu queria ter a serenidade dos poetas pra rabiscar no papel a profundidade do que sinto com a simplicidade de existir, só pra viver com você...
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Só...
Não me recinto do que vivi, faço dos escombros que restaram degraus, que me conduzem a excelência pra não errar de novo...Onde piso, deixo marcas. Não vim ao mundo a passeio, estou aqui pra marcar vidas, pra transformar histórias. Administrando meu tempo separo a maior parte dele pra estar de bem comigo mesmo...
Nessa minha escalada, mesmo que por cima de escombros, aprendi que os dias mais infelizes da minha vida não foram aqueles em que chorei pela ausência de alguém, mas aqueles em que perdi a sensibilidade de sentir que Deus estava comigo.
Fragmentos...
Já passei por tantos desertos que a aridez deste não me assusta, tenho certeza que ali na frente
tem um oásis a minha espera...
O simples que faz sentido
A intensidade de um sorriso espontâneo me permite concluir que a tristeza é um estado transitório...
O choro marcante de uma criança ao nascer me comunica que a vitória da vida sempre nos custará lágrimas...
Ao entardecer, o pôr-do-sol me mostra que mais um dia se passou, porém anuncia o brilho das estrelas na escuridão da noite...
A brisa que corta meu rosto quando estou distraída me faz lembrar que devo ser grata pelo ar que, involuntária, mas graciosamente, me sustém...
Que a vida, que se apresenta a mim todas as manhãs, me proporcione oportunidades de expressar o que sinto àqueles que fazem com que ela tenha sentido...
Rosas da alma
Quem me dera ter asas e voar...
Voaria até o fim do horizonte só pra ver onde o Sol se põe
E talvez nem voltasse pra contar...
Quem me dera sentir o vento em meu rosto agora...
Me inclinaria na proa de um belo barco
E talvez ficasse por ali só olhando o mar...
Quem me dera contemplar exuberantes rosas, exatamente agora...
E talvez descobrisse porque mesmo exalando bons perfumes, ainda tenho tantos espinhos...
Escolhas
Nossas experiências? Não!Nossas escolhas definem nosso futuro.
Ocasionalmente, analisamos o fato de alguns projetos falirem,
De alguns sonhos ruírem antes da concretização,
De alguns resultados serem negativados antes da conclusão,
De se chegar a conclusões inexatas,
De enxergar a vida sob a ótica das emoções,
De deixar que o outro defina o que fazer,
De permitir que o insucesso corroa,
De aceitar uma frustração com permissividade,
De olhar para o futuro com incertezas,
De evitar o sonho para não sofrer,
De não ir até o fim por medo do desconhecido...
Nossas experiências nos permitem encarar as circunstâncias de forma defensiva, porém nossas escolhas definirão se ficaremos estagnados na incerteza do tentar ou se ousaremos permitir que o desconhecido se torne futuro.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Pipas ou pensamentos?
Quanto mais linha é dada, mais longe ele vai.
Quanto mais forte é o vento, mais ele se acentua.
Quanto mais habilidoso é o manejo, mais fundo ele mergulha.
Quanto mais perfeito é o cabresto, mais direcionado ele fica.
Quanto mais livre é o céu, mais fácil ele desliza.
Quanto mais intermitentes são os movimentos, mais rápido ele foge de mim.
Fragmentos...
A profundidade de nossas inquietações a cerca da vida nos aponta o quanto somos rasos diante da complexidade de coexistir com aquilo que nos afeta...
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