Quanto mais os dias passam, mais me convenço de que a exposição torna-me vulnerável. E que essa vulnerabilidade me corrói aos poucos, me atinge em proporções inimagináveis.
Abre covas profundas dentro de mim e, por vezes, eu acabo caindo dentro delas, sem que ninguém perceba pra me ajudar. Nestes momentos, sou condicionada a refletir sobre como permito que isso sempre aconteça, sendo condescendente com as circunstâncias.
Raras vezes eu saio sem marcas, sem fissuras no corpo e na alma. Após o lapso de tempo em que ali estive, consigo olhar para o alto e percebo que a cova nem era tão profunda, que na verdade eu não olhei para cima, eu que me acovardei, eu que desfaleci...
A luz brilha forte e ofusca meus olhos, mas já não agüento estar ali, preciso sair, tenho um dever para com a vida!
Eu me recupero, eu sei, não foi a primeira vez, não será a última!
Na verdade, o que eu realmente preciso é me expor menos para enxergar as covas, antes de cair dentro delas mais uma vez...
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